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Apague esta ideia!


Hoje vim falar de um tema de relevante importância, que é a ORALIZAÇÃO DO SURDO e trazer ao conhecimento de todos as possibilidades de educação de surdos. Antes de qualquer coisa quero deixar claro que eu não sou contra quem opta por utilizar a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Quero apenas trazer uma informação que é de direito da população e principalmente dos familiares de surdos que é a possibilidade do surdo se utilizar de língua oral e não da língua de sinais para se comunicar. Quando fazemos uma pequena busca na internet sobre metodologias de educação dos surdos encontramos informações principalmente a respeito de três abordagens:


– Oralismo: Visa ensinar a língua oral para esse indivíduo surdo inserindo-o na comunidade ouvinte.


– Comunicação total: O indivíduo se utiliza da língua oral, da língua de sinais, do português sinalizado e de todas as formas que quiser para se comunicar.


– Bilinguismo: O indivíduo se utiliza de língua de sinais e o português escrito.


Verificando esse material buscado, lamentavelmente eu encontrei apenas críticas ao método oralista, consequência de um triste passado.


Em 1857 foi fundada a primeira escola para surdos no Brasil onde se utilizava a língua de sinais. Porém, em 1880, após o Congresso Internacional de Educação para Surdos ocorrido em Milão a língua de sinais foi proibida em todo o mundo sendo obrigatório o uso do oralismo.


Foi um período de extremo sofrimento pois os surdos inclusive, tinham até que sentar sobre suas próprias mãos para não se utilizarem de sinais. Com todo esse radicalismo o método não deu certo, porém, isso ocorreu por não ter sido implantado corretamente.


O usuário da LIBRAS precisa passar pelo processo de aprendizagem da língua, pois é uma língua com estrutura e gramática própria. Precisa aprender o português escrito também e a ajuda da família e da escola em todo esse processo é de fundamental importância.


Da mesma maneira o adepto do oralismo precisa do acompanhamento fonoaudiológico para aquisição da fala e da linguagem, a participação da família e da escola também é importantíssima.


Ressalto aqui que é de responsabilidade da família a decisão de qual caminho trilhar, a família é quem escolhe qual o método de educação de seu familiar surdo. Portanto, é justo, então, que ela conheça quais são essas possibilidades para que possa escolher da melhor maneira.


Para quem quer saber mais sobre oralização do surdo entrem no site www.cronicasdasurdez.com e conheçam o movimento “Surdos que ouvem”.

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