ANASO?

Atualizado: 22 de mar. de 2021

Existe alguma associação voltada para surdos oralizados?

A ANASO foi criada em 22 de julho de 2019, contando com a parceria das seguintes Associações: AMADA (Associação Amazonense de Apoio aos Deficientes Auditivos e Usuários de Implante Coclear - Manaus) ADEIPA (Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear do Estado do Pará) e APASOD (Associação dos Pais e Amigos dos Surdos e Outras Deficiências - Espírito Santo).

A Associação Nacional dos Surdos Oralizados é uma sociedade sem fins lucrativos que tem como missão a promoção da conscientização sobre a deficiência auditiva e a divulgação dos surdos oralizados, suas especificidades e necessidades.

Desde sua fundação a ANASO, através de ações junto a órgãos governamentais e em publicações em suas redes sociais, tem mostrado o quanto se faz necessário mostrar que os campos de (re)habilitação da surdez, bem como as áreas de educação e cultura, com a evolução cientifica e tecnológica, evoluíram e profundas mudanças aconteceram. Hoje, graças as tecnologias auditivas, é possível o surdo ouvir e ter como forma de comunicação a oralidade; fato desconhecido pela maioria da sociedade que tem a visão de que todo surdo é incapaz de ouvir, mesmo com o uso de tecnologias e se comunica somente pela Libras (Língua Brasileira de Sinais). E existe também um desconhecimento da sociedade de que o surdo pode não ouvir, mas falar também, sendo seu apoio a leitura orofacial.

Estamos atentos a feitura de Projetos de Lei cujos textos deem margem para má interpretações ou firam de alguma forma o direito do surdo oralizado, assim como sua existência na educação e outros setores, sempre primando pela liberdade de escolha.

No âmbito da educação, que é a principal bandeira da ANASO, faz-se necessária a criação de diretrizes educacionais específicas para estudantes surdos oralizados, que não envolve a Libras. Para estes, o trabalho é multiprofissional, ou seja, realizado entre professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos e com a participação efetiva da família para que se desenvolva um plano educacional individual que atenda as especificidades da criança, algo que já é previsto pela Lei Brasileira de Inclusão. 

Também faz-se necessário que o MEC disponibilize a capacitação de professores a cerca de recursos tecnológicos de apoio em sala de aula, como o Sistema FM.

Hoje, quando uma família chega a escola com sua criança surda, muitas vezes em processo ou já oralizada, as escolas oferecem somente o atendimento em Libras, que se limita a presença de intérprete em sala de aula. Quando a família informa que a criança não tem contato com a língua de sinais, que é oralizada, que usa aparelho auditivo, a escola entende que não há necessidade de adaptações, mesmo porque não recebem nenhum tipo de orientação e, essa criança é vista como sendo ouvinte.

E esse olhar reducionista, de que ou a criança aprende através da Libras ou estuda igualmente seus pares ouvintes a raiz do problema. Porque a partir do momento em que o processo de inclusão escolar e o nível de aprendizado do aluno surdo oralizado fica aquém do esperado, a culpa sempre recai na escolha da família e no uso da tecnologia auditiva, ou seja pelo não-uso da língua de sinais e não pela falta de metodologias adequadas e específicas para crianças surdas oralizadas e usuárias de tecnologias auditivas. 

Desta forma, esbarramos mais no olhar sociocultural em que se dissemina a ideia de que a criança surda somente aprende através da língua de sinais, que esta é sua única forma de comunicação verdadeira e sem opção de caminho educacional!

E foi unindo forças por um bem comum, que surgiu vários membros e ativistas, porque precisamos de um olhar diferenciado e democrático do Poder Público e da sociedade em geral acerca da existência, necessidades de acessibilidade e inclusão escolha, e sobretudo uma mudança no contexto sociocultural, pois nem todo surdo é usuário da Libras ou pertence à comunidade surda sinalizada. 

Com o objetivo de mostrar as múltiplas facetas da pessoa surda que vai muito além da Libras. Com time de pessoas com mentes brilhantes contribuindo com sugestões e ideias para a produção de posts e vídeos informativos e a ANASO e suas associações parceiras contribuindo na divulgação e nas redes sociais voltada para Pessoas com Deficiência Auditiva.

Unimos forças e estamos focados em mostrar que o surdo oralizado busca a superar as barreiras impostas pela sociedade em que vivem. Que lutam por seus direitos e por existir com a liberdade de ser o que desejarem, sem amarras ideológicas! Os surdos oralizados não querem sobre si um olhar capacitista. Eles são mais que uma deficiência! 

São pessoas como qualquer um, com limitações (e quem não tem?), mas que encontraram na tecnologia um meio para desenvolver todo seu potencial e provar para si e para todos que quando aberta a porta da oportunidade, eles são capazes de realizar qualquer coisa com PERFEIÇÃO!

                                               

Viva a diversidade!

Viva a liberdade!


Eu faço parte e você? 🦻🏻


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Psicóloga Josiane


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