A Surdez e as Redes Sociais.

Atualizado: 24 de mar. de 2021


O vídeo acima retrata bem a nossa atual sociedade emergida no mundo da internet. Com a pandemia passamos a estar mais conectados do que nunca. O celular nem desligado é mais, já virou objeto de estimação, ultimo item a ser pego e o primeiro ao acordar.


As redes sociais em si só não são o perigo, mas sim a maneira em como a utilizamos diariamente visto que praticamente ficamos conectados ou online 24h por dia. Já existem grupos voltados para auxiliar pessoas que sofrem por não conseguirem se desligar ou melhor dizendo ficar off-line.


A nossa maneira de nos comunicar mudou com o avanço da tecnologia cada vez mais veloz e surpreendente. Hoje temos um computador que cabe na palma das nossas mãos e nos acompanham onde quer que vamos.


Praticamente tudo é feito pelo celular, pagar contas, transferir dinheiro, fazer compras, conversar, ligar, acessar a internet, jogar e a lista só aumenta. O grande vilão para os pais e educadores de crianças e adolescentes, o dialogo tão necessário entre os casais não existe mais como antes, tudo é feito pelo celular numa interminável quantidade de notificações para conferir que faz com que muitos se percam nessa pequena, mas poderosa tela.


Nunca foi tão fácil conhecer alguém através de aplicativos de relacionamento e nunca foi tão simples deletar, bloquear qualquer um que nos desagrade. Temos assistido identidades se formando por meio da internet, uma geração acostumada a velocidade das coisas e dos acontecimentos, tanto que a paciência se tornou uma vilã.


Não é atoa que a mal deste século em que estamos seja a Ansiedade, aquela que morre de medo do futuro e por isso mesmo já o antecipa com um cenário catastrófico e terrível. Cenário este que causa desconforto, insônia, alterações comportamentais e até orgânicas.


Nunca foi tão fácil criar uma identidade diferente do real, uma fantasiosa que seja melhor do que a nossa realidade, sim porque ao que parece a vida do "outro" sempre parece melhor que a nossa. Será que é mesmo?