Como a tecnologia mudou o que é ser surdo(a)!

Atualizado: 28 de jun. de 2021


Meu nome é Rebecca, e sou um ciborgue. Especificamente, tenho 32 chips de computador dentro da cabeça, que reconstroem meu senso de audição.


Isso é chamado de implante coclear. Vocês se lembram dos Borg de "Star Trek", aqueles alienígenas que conquistavam e absorviam tudo à vista? Bem, sou eu. A boa notícia é que vim pela sua tecnologia e não pelas suas formas de vida humanas.

Na verdade, nunca vi um episódio de "Star Trek". Mas há um motivo: a televisão não tinha legendas quando eu era criança. Cresci com surdez profunda. Frequentei escolas regulares e tive que ler os lábios. Não conheci nenhuma outra pessoa surda até os 20 anos.


Os aparelhos eletrônicos eram principalmente de áudio na época. Meu despertador era minha irmã Barbara, que acionava o despertador dela e depois atirava algo em mim para eu acordar. Meus aparelhos auditivos eram muito resistentes, grandes, mas me ajudavam mais do que à maioria das pessoas. Com eles, eu conseguia ouvir música e o som de minha própria voz. Sempre gostei da ideia de que a tecnologia pode ajudar a tornar o mundo mais humano.


Eu costumava observar a cor do flash estéreo quando a música tocava e sabia que era só uma questão de tempo até meu relógio também poder mostrar som. Vocês sabiam que a audição ocorre no cérebro? No ouvido, há um pequeno órgão chamado cóclea, revestida por milhares de receptores chamados células ciliadas. Quando o som entra no ouvido, essas células ciliadas enviam sinais elétricos para o cérebro, que os interpretam como som.


Danos a células ciliadas são muito comuns: exposição ao ruído, envelhecimento, doenças. Minhas células ciliadas foram danificadas antes mesmo de eu nascer. Minha mãe foi exposta à rubéola quando estava grávida de mim. Cerca de 5% da população mundial tem perda auditiva significativa. Em 2050, espera-se que a quantidade dobre para mais de 900 milhões de pessoas, ou 1 em cada 10.